Capítulo II
Navegavam pelo espaço há vários dias dentro da sua pequena nave chamada -Ítaca 300.Tinha sido lançados do coração de África PARA O ESPAÇO do calor de África para o frio que reinava lá fora.
Um foguetão transportava a nave até ao limite da atmosfera terrestre e daí com um último rugido dos seus potentes motores, empurrara a pequena nave para diante e desintegra-se a si próprio.
A Ítaca 300 ficava sozinha na imensidão de um céu luminoso de dia quando navegavam no quadramento do Sol escuro como breu durante a noite. Depois da separação do foguetão e dos solavancos que se seguiram a aparecendo que a nave se ia partir aos bocados tudo ficou silencio e quieto a bordo. A medida que se soltavam da órbita da Terra e com o motor auxiliar desligado deslizavam lentamente deslizavam tranquilamente como se viajam numa estrada de espuma.
Os três astronautas espreitavam pelas janelas laterais de bordo a que chamavam-lhe escotilhas vendo ao longe a Terra a desaparecer aos poucos tornando-se cada vez mais distantes e mais pequenas as manchas castanhas dos vales e planícies as manchas verdes das florestas as manchas cinzentas das cidades que de noite se iluminam como um presépio visto ao longe e as manchas brancas das nuvens e das neves eternas que cobriam os cumes das mais altas montanhas.
E por entre toda as outras cores o azul dos mares e oceanos pares parecendo dali de cima formar pequenas baías como poças de água entre areia as rochas de uma praia.
Lucas era o mais velho e por isso o chefe da missão. Tinha o cabelo castanho olhos verdes muito calmos que ás vezes pareciam tristes outras vezes pareciam apenas preocupados.
Falava pouco e passava a maior parte tempo entretido a verificar todos os aparelhos e os indicadores de bordo, a confirmar no computador que tudo estava certo: a rota, a altitude, a inclinação, os painéis solares que davam energia à nave, o sistema de comunicações com a Terra os lemes laterais, que serviam param mudar de direcção ou de altitude. Duas vezes ao dia quando amanhecia nave e logo antes de o Sol se pôr para eles, Lucas entrava em comunicação com a base de Terra, e fazia um relato completo de tudo o que tinha, sucedido a bordo e que observara.
Então a base fazia-o testar, os sistemas todos para confirmar, que tudo estava em ordem e que a viajem podia prosseguir como planeado.
Lydia era o piloto auxiliar e navegadora. Cabia-lhe a missão de substituir Lucas, se este adoecesse ou por qualquer outra razão, estivesse incapaz de dirigir à nave. E era actualizava os cálculos sobre a navegação, configurando-os com os do computador, e quem anunciava aos outros onde estavam e que astros, e planetas poderiam ver se espreitassem pelas escotilhas.
Era uma rapariga vietnamita de olho oblíquos cabelo curto escuro como breu, muito arrumada, organizada e que passava todos os tempos a ouvir música nos seus auscultadores.
O terceiro astronauta era Baltazar, o mais novo deles negro era de Moçambique, que desempenhava-as funções de engenheiro de bordo. Era ele que tinha de reparar todas, as avarias, que acontecessem nos sistemas e por isso passava o tempo tudo atestar, a quantidade imensa de equipamentos que havia a bordo da -Ítaca300.
Mas Baltazar era um brincalhão, que nuca conseguia estar quieto. Adorava passear pelo espaço, reduzido da nave flutuando no ar devido, à ausência de gravidade de que faz, com que os corpos não tenham peso e fiquem suspensos no ar a menos que como sucedia habitualmente com os astronautas estivessem sentados e atados pelo cinto de segurança às cadeira.
A bordo da Ítaca 300 como em todas outras naves havia, umas argolas de ferro pressas às paredes e ao tecto para os astronautas, se agarrem quando tinham de se deslocar.
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